Comunicação com Conexão | A chave para sempre sermos escutados

Ter que repetir as mesmas palavras várias vezes é sinal de uma comunicação sem conexão. Saiba como a Comunicação Não-Violenta nos ensina a mudar esse cenário.

Você já sentiu que falou, falou e nada aconteceu? É como se as palavras fossem jogadas em uma parede e nunca chegassem a penetrar a pessoa que está ouvindo...


A Comunicação Não-Violenta (CNV), linguagem do amor ou linguagem da girafa é uma comunicação composta por quatro componentes que auxiliam as pessoas a se conectarem com o que está vivo dentro delas mesmas e dos outros. Abrindo espaço para perceber as necessidades envolvidas e procurar juntos estratégias para suprir essas necessidades.


A conexão é peça fundamental na fina arte de se comunicar! Ser ouvido e escutado é resultado dessa conexão.


Nesse artigo iremos mostrar o que é a Comunicação Não-Violenta (CNV) e como você pode fazer uso dela para gerar conexão com as pessoas em sua volta.


Para você, caro leitor, entender melhor sobre este assunto, preparei uma série de artigos que irá facilitar a compreensão sobre o tema e te animar a praticar em casa a CNV. Tenho certeza que este conteúdo transformará positivamente seu ambiente familiar, laboral e principalmente, haverão transformações dentro de você!


Antes de continuar, te convido para que, enquanto lê esse artigo esvazie sua mente e deixe um pouco de lado todo preconceito, pois somente com a mente aberta e alerta poderá aproveitar esse conteúdo, que acredito ser um presente.


Serão seis artigos, publicados um a cada semana, divididos em: uma introdução, essa que você está lendo nesse exato momento (parabéns)!; seguida pelos quatro componentes da CNV e para finalizar, um mapeamento geral de todos os assuntos que abordaremos aqui!


Fico muito feliz por você estar comigo! Vamos seguir essa jornada em busca de praticarmos uma comunicação empática para sermos escutados e que se atendam as necessidades de todos! Chega de falar com paredes.


VAMOS NOS CONECTAR!


Criada pelo psicólogo americano Marshall B. Rosenberg, a CNV veio para transformar o nosso olhar para o campo tão amplo que é a comunicação e nos ensinar a escutar e sermos escutados.


Marshall tinha PHD em psicologia clínica e desenvolveu inicialmente o processo da Comunicação Não-Violenta (CNV) em 1963, trabalho que aperfeiçoou continuamente até a sua morte em 2015. O livro da CNV relata que Marshall tomou conhecimento da violência ainda muito novo, o que o motivou a querer entender o que causava esse sentimento nas pessoas.


Para entender melhor, Marshall explica que ‘’a CNV é um processo para inspirar conexões e ações compassivas. Ela oferece uma estrutura básica e um conjunto de habilidades para abordar os problemas humanos, desde os relacionamentos mais íntimos, até conflitos políticos e globais. A CNV pode nos ajudar a evitar conflitos, bem como a resolvê-los pacificamente’’.


Com o cenário atual em que estamos vivendo, uma pandemia que transformou o jeito como vivíamos, pais e filhos tendo que se comunicar mais em tempo integral num espaço limitado, o estresse diário pela incerteza do que virá amanhã e as transformações internas de cada indivíduo, se faz extremamente necessário que adotemos uma comunicação mais conectada para evitar atritos e desentendimentos.


Uma simples palavra colocada no lugar certo pode transformar de maneira positiva qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. A Comunicação Não-Violenta abre as portas para um diálogo sincero, com conexão e empatia. E quem não gosta de sentir que é entendido e escutado?


Estudar CNV é o primeiro passo para você conseguir seus objetivos implementando uma comunicação sem violência, empática, uma linguagem de girafa em que você seja escutado e as suas necessidades atendidas.


O pai que fala 20 vezes a mesma coisa para o filho, gostaria de falar só uma vez e ser atendido, certo? A repetição das palavras sem a atenção devida, nada mais é do que a falta de conexão na comunicação.


Não estou dizendo que você, pai, já não tenha uma boa comunicação com seu filho, mas cá entre nós, sabemos que é sempre bom melhorá-la para que você seja cada vez melhor atendido, e está tudo bem!


Se expressar dessa forma é algo simples, mas não fácil. A medida que crescemos desenvolvemos a nossa personalidade, adquirimos costumes e no decorrer da nossa caminhada vamos nos enchendo de diversos pré-conceitos.


NO MESMO BARCO NÃO, MAS ...


Depois de mais de três meses, a pandemia mostrou a importância da conexão entre as pessoas, mesmo não havendo contato físico. Nos ensinou que, apesar de não estarmos todos no mesmo barco, estamos no mesmo mar, e para não afundar devemos aprender a consertar nossos barcos. Uma comunicação mais conectada pode se tornar esse empurrão para juntos podermos remar e vencer.


Pode parecer brincadeira, mas a chave sempre foi e sempre será uma comunicação empática, com a linguagem do amor. Quando se tem amor não se tem atritos, há um cuidado com o outro, se tenta ver o outro lado e assim, consequentemente, se pensa antes de agir. Quantas “balas perdidas” poderiam ter sido evitadas com um diálogo sincero sem ódio ou raiva?


SOMOS CHACAIS


Somos chacais e podemos ser girafas...


No livro e nas palestras de Marshall Rosenberg ele destaca dois tipos de linguagens: Linguagem da Girafa e Linguagem do Chacal, é como se fossem dois estados de ânimo em que na maioria das vezes quando nos expressamos interpretamos um desses dois personagens.


A Linguagem da Girafa de acordo com a CNV, é a linguagem do amor, uma comunicação com conexão. No reino animal a girafa é a que tem o maior coração de todos os outros animais terrestres e seu belo pescoço avantajado permite que ela possa enxergar coisas que talvez os outros animais não enxerguem.


Na CNV a girafa representa esse olhar amplo sobre as situações. Sempre observando com empatia e sem julgamentos. Constantemente em busca de uma conexão que permita que a pessoa se doe e receba. Um intercâmbio positivo para todas as partes sempre de bom grado.


Dentro da linguagem da girafa podemos ver os quatros componentes da CNV que serão abordados ao longo desta série de artigos. Julgamentos, suposições e achismos não cabem nesta linguagem.


Já a Linguagem do Chacal é bem diferente, e é a que mais estamos acostumados a utilizar. É uma linguagem de julgamentos, que busca sempre classificar o que é “certo” ou “errado”, “bonito” ou “feio”. Quando nos sentimos feridos, ofendidos ou amedrontados, revidamos e rapidamente criamos uma resposta brusca para nos “defender”. Nos colocamos na defensiva, expressamos raiva, desgosto, temor.


O chacal é um predador solitário que possui um uivo alto e incômodo, ou seja, na Comunicação Não-Violenta este animal peculiar representa a comunicação com pouca conexão, pouca amplitude e pobre de compreensão.


É quando não nos colocamos no lugar do outro, quando colocamos na frente os nossos preconceitos e quando estabelecemos um diálogo já temos opiniões formadas e, consequentemente, não escutamos realmente o outro. As partes não se conversam e surge o famoso ditado: “estou falando com as paredes”.


A Linguagem do Chacal normalmente alcança seus objetivos através do medo, vergonha, culpa e dever (obrigação sem vontade intrínseca).


A SUA VONTADE É O QUE VALE


O primeiro passo é o querer! Com essa série de artigos você terá uma clareza melhor sobre a CNV e inclusive poderá aplicá-la. Isso acontecerá esporadicamente no decorrer da sua leitura.


Já pensou em trocar o: “Você bagunça tudo!”, por: “Gostaria que nosso quarto fosse um ambiente sem objetos pelo chão. Quando as coisas não estão no lugar combinado me sinto triste e frustrado”.


Percebeu a diferença?


Imagine você usando esse tipo de comunicação com os seus filhos? Seria com certeza uma harmonia engrandecedora para seu lar, não é mesmo?


A comunicação conectada abre inúmeras portas para o crescimento e entendimento mútuo! Palavras são como janelas que expressam o que temos dentro! Cuide de limpá-las para que o visual de dentro esteja sempre limpo.


PRESENTE PARA VOCÊ!


Os artigos são um resumo sobre o universo tão amplo da CNV, por isso disponibilizarei no final da série dos seis artigos um link para você ter acesso a APOSTILA que é totalmente gratuita e com um conteúdo enriquecedor.


Todo o material da APOSTILA foi desenvolvido por uma equipe que estuda e entende do assunto! Ela é simples e didática! Feita especialmente para você, para te auxiliar a entender melhor todo este processo e principalmente praticar a Comunicação Não-Violenta.


Te aguardo nos próximos artigos com o primeiro componente da Comunicação Não-Violenta: OBSERVAÇÃO!


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