Comunicação Não-Violenta: A linguagem do AMOR ❤️ | CNV (6)

Atualizado: Ago 29

A Comunicação Não Violenta é o caminho para nos conectar com o nosso EU e, assim, criar conexões com os outros.

A Comunicação Não Violenta (CNV) ou linguagem do amor é como uma semente que quando plantada corretamente, germina e produz bons frutos na vida de quem a pratica. Conexão é a chave e ela é importante para criar laços que derrubem as barreiras do egoísmo, desinteresse, falta de empatia e soberba.


Quando alguém consegue se conectar com o outro e observar sem julgamentos, os sentimentos se expressam livremente, as necessidades por trás do sentimento são atendidas e o pedido é aceito e atendido de bom grado.


A forma ou as condições em que você cresceu não definem quem você é hoje ou como será daqui a 20 anos. São suas escolhas que regem a forma como sua vida irá fluir.


Se nunca tinha ouvido falar sobre a CNV pense nela como uma nova melodia que chegou para ocupar cada parte do seu ser e preencher os espaços vazios, essas lacunas deixadas por uma comunicação falha e sem conexão.


Nesta série de seis artigos voltados à CNV quis mostrar para você uma forma de comunicação que envolve o amor e a empatia para estabelecer, fortificar ou resgatar relacionamentos, mediar conflitos, ou evitar que aconteçam.


Caso você queira ler e conhecer os demais artigos que fazem parte da série sobre comunicação não-violenta, clique aqui e acesse o primeiro artigo de nossa série.


DE BEM COM A VIDA E COM TODOS


Não sei se você é religioso, mas, Deus, ele quer o que?


Ele quer que a gente ame ao próximo como a si mesmo. Algo um tanto difícil, mas não impossível. E para que ele quer isso?


Porque somente amando aos outros é que poderemos viver realmente de forma pacífica aqui na terra. Já pensou em amar seu inimigo? Iria passar toda essa dor de cabeça, esses sentimentos de raiva, mágoa, tristeza…


Você não precisa ser religioso para concordar com Deus, nem acreditar que ele existe para entender que se todos nós amássemos e levássemos uma vida em paz com o outro, o mundo não precisaria de armas e sim de livros... e quem sabe, todas as nações estariam contribuindo com o planeta terra de várias formas.


Não haveriam guerras ou desentendimentos. Pessoas carregadas de raiva não iriam por fim na vida de outro ser.


Já imaginou? Que maravilha!


Marshall R. fala que:


“No núcleo de toda a raiva há uma necessidade que não está sendo satisfeita".

Já pensou se não houvesse raiva dentro das pessoas? Isso mesmo, a gente amaria um ao outro como a si mesmo. Talvez as guerras não sairiam nos noticiários, mas sim em filmes de ação onde tudo é imaginação. Quem sabe não aconteceria desentendimento entre pais e filhos e os casamentos iriam durar mais.


Consegue perceber o poder da comunicação?


Para amar, compreender o outro, precisamos nos amar, nos aceitar e entender quais são nossos sentimentos e que esses sentimos são de responsabilidade nossa.


OS QUATRO COMPONENTES DA CNV


“As análises que fazemos dos outros são, na verdade, expressão das nossas próprias necessidades e dos nossos próprios valores.”. (Marshall R.)

O que projetamos nos outros é o que está dentro de nós. Quando falamos mal do outro estamos falando mais sobre nós mesmos do que dos outros.


Nesta série de artigos que teve como base os quatro componentes da CNV (Observação, Sentimento, Necessidade e Pedido) tentei explicar de forma resumida como o uso desses componentes podem transformar significativamente a vida de qualquer ser humano.


É necessário entender cada um e compreender que um complementa o outro. A melhor forma de se chegar a um entendimento real é praticá-los e esse é o objetivo, que tudo saia do papel e você leve o aprendizado para sua vida!


“Toda violência é o resultado das pessoas enganarem a si mesmas, acreditando que a dor delas deriva de outras pessoas e que, consequentemente, essas pessoas merecem ser punidas.”. (Marshall B. Rosenberg)

Assumir as nossas responsabilidades é preciso, mesmo que isso, no começo lhe cause dor. Ao se permitir expressar o que sente e criar uma conexão podemos entender que cada indivíduo é responsável pelos próprios sentimentos e não adianta culpar os outros, mesmo que acredite que as ações de um terceiro o fizeram reagir de uma forma negativa.


O fato do outro poder ser um gatilho não quer dizer que ele tenha a culpa porque quem decide agir ou não é você! Alguém pode vir até você com quatro pedras na mão despejando palavras de ódio e insultos, mas você é quem escolhe como agir. É possível entender por meio do sentimento de raiva daquela pessoa qual a necessidade que está por trás e assim desarmar essa pessoa.


Para desarmar alguém precisamos nos desarmar, abrandar o coração para poder nos transformar e ser também agente de transformação. É necessário se desvestir de preconceitos e afirmações, abandonar a mentalidade fixa e abrir espaço para uma mentalidade de crescimento onde se é verdadeiro e se entende que é possível adquirir novos conhecimentos, evoluir.


EXEMPLOS


Já pensou em viver num mundo em que você fala A e o outro entende A? Em que uma única fala é precisa para que seu filho atenda o seu pedido? Já pensou em rever aquela pessoa que acreditou nunca mais ver e conseguir ter uma conexão?


A CNV quando aplicada de forma correta facilita todos esses momentos. A seguir, vamos ver alguns exemplos para você continuar praticando a linguagem do amor na sua vida!


Comunicação sem conexão:


“TODA VEZ ESTE QUARTO ESTÁ BAGUNÇADO!”.


Comunicação com conexão:


“Meu filho, quando entro no seu quarto e percebo que há coisas espalhadas pelo chão e não no lugar onde combinamos fico desconfortável e insegura porque gosto de ordem dentro de casa e não quero acabar tropeçando em alguma coisa. Gostaria que você juntasse as coisas que estão pelo chão e tentasse manter os brinquedos no lugar que combinamos. Isso me deixaria feliz e confiante.”.

Comunicação sem conexão:


“Não tem tempo para mim! Para que casou comigo?”.


Comunicação com conexão:


“Carlos, quando você chega em casa após um longo dia de trabalho e vai direto ao quarto assistir Tv, eu sinto que falta comunicação entre nós e isso me deixa triste e de mal humor. Sei que você precisa também relaxar, mas eu quero ter um tempo de qualidade com você. Vamos encontrar um jeito de fazer as duas coisas?”.


Está conseguindo perceber a implementação dos quatro componentes em cada fala?


  • Observação: Quando você chega em casa após um longo dia de trabalho e vai direto ao quarto assistir Tv…

  • Sentimento: Triste e de mal humor.

  • Necessidade: Eu quero ter um tempo de qualidade com você.

  • Pedido: Vamos encontrar um jeito de fazer as duas coisas?


Mostrar o que se sente é sinal de respeito e de coragem para resolver qualquer conflito, de forma pacífica, atento aos sentimentos e necessidades de todas as partes.


É possível sim escolher qual caminho da comunicação seguir: Girafa ou Chacal.

Ao se conectar com o íntimo do seu ser poderá criar conexões duradouras com as demais pessoas e assim, mesmo que em momentos críticos, poderá mediar situações, se expressar corretamente e evitar conflitos!


VOCÊ MERECEU!


Se você leu cada artigo e chegou até aqui, eu poderia dizer que a APOSTILA que irei disponibilizar agora foi o presente, mas na verdade a sua premiação foi seu TEMPO. Esse tempo que você dedicou a ler, a correr atrás e fazer valer seu querer pela busca do saber.


Tudo isso aqui ainda é a ponta do Iceberg em relação a todo o universo que existe por trás da Comunicação Não-Violenta.


A APOSTILA sobre CNV certamente lhe dará mais um norte, caro leitor, sobre a prática da CNV. Fico muito feliz em ter você comigo durante essa jornada.


PARA BAIXAR A APOSTILA CLIQUE AQUI Aproveite todo o conteúdo valioso que está dentro dela. A equipe do PatrulhaEUREKA.org caprichou nela para você!


Se quiser rever os demais artigos ou compartilhá-los com pessoas que podem se beneficiar disso, acesse o blog www.patrulhaeureka.org e veja o tanto de informação bacana, didática e acessível que temos por lá!


“A Comunicação Não-Violenta pode ser efetivamente aplicada em todos os níveis de comunicação e em diversas situações: relações íntimas, famílias, escolas, organizações e instituições, terapia e aconselhamento, negociações diplomáticas e comerciais, disputas e conflitos de qualquer natureza.”. (Marshall Rosenberg)

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