Como a CONEXÃO pode te ajudar a ter suas NECESSIDADES atendidas | CNV (4)

Atualizado: Ago 29

Entender que as necessidades humanas são iguais para todos, mas percebidas de modos diferentes, é o primeiro passo para conseguirmos atendê-las de forma conectada.


Quais das suas necessidades você consegue perceber neste exato momento em que você está lendo este artigo, consegue descrever? A minha é que esta mensagem seja agradável para quem lê e ajude essa pessoa a ser compreendida e ter as suas necessidades atendidas ao implementar a Comunicação Não-Violenta na sua vida. Isso com certeza me deixará muito alegre!


Se você chegou até aqui, PARABÉNS! É momento de saber como as nossas necessidades podem ser atendidas, porque NECESSIDADE é o terceiro componente da CNV.


Para absorver melhor o conteúdo, se ainda não leu os artigos anteriores, convido você a dar uma olhada no material clicando aqui, para assim compreender melhor o artigo de hoje!


Necessidades estão ligadas ao Sentimento (clique para ver o artigo 3), por isso a importância, volto a reforçar, de que você faça um autoexame e entenda seus sentimentos e como você pode expressá-los.


Por trás de todo sentimento há uma necessidade sendo atendida ou não. Quando você sente que fala com as paredes, dentro de você estão se debatendo um turbilhão de sentimentos e emoções que se não forem expressados, certamente irão explodir em alguma eventualidade e você dificilmente será atendido.


Os passos a seguir são: observar sem avaliar, sem julgamentos para evitar que o nosso ponto de vista soe como crítica. Ser verdadeiros com nós mesmos e com os outros ao expressar o nosso sentimento, porque quando nos expressamos conseguimos nos libertar.


E seguindo a linha dos quatro componentes, quando se cria uma conexão com as nossas necessidades, certamente elas podem ser atendidas.


Quando falo em necessidades não estou me referindo especificamente a coisas tangíveis, mas à sua necessidade real, ao que está por trás do seu sentimento de tristeza ou felicidade, ao que há no seu interior, no seu ser.


Você está infeliz e ser escutado te deixaria feliz? Mas, por quem você quer ser escutado e porque você não está sendo escutado?


Gostaria que seu filho arrumasse o quarto quando você manda? Mas o que te irrita no quarto? As coisas espalhadas? O “desleixo” que você percebe no seu filho? O medo dele se machucar com alguma coisa espalhada no chão? Há outras coisas por trás e a “bagunça” é só a ponta do iceberg?


Entende a importância de compreender qual a necessidade por trás do que a gente sente?


No livro de Comunicação Não-Violenta, Marshall Rosenberg fala que:


“Quando expressamos as nossas necessidades, temos mais chance de vê-las satisfeitas.”

E isso nada mais é do que FALAR COM O CORAÇÃO! E como se fala com o coração!? Mostrando seus sentimentos e necessidades sem ofender o outro, mentir ou se exaltar.


ESCUTAR PARA SER ATENDIDO


Para você ser atendido você precisa conhecer o outro e entender as necessidades do outro, praticar a empatia. Essa prática de aprender a escutar o outro se adquire com o tempo até que chega um momento em que fará isso naturalmente, mas depende muito do seu QUERER. Quando começar essa prática verá as mudanças significativas na sua vida. Tenha a certeza que tudo ao seu redor melhora.


No livro: “Jesus, o Homem mais sábio que já existiu”, escrito por Steven K. Scott, na página 86 existe a seguinte frase:


“Tentar entender o que se passa na cabeça do outro é o primeiro passo para transformar até mesmo o pior dos relacionamentos em uma relação sólida e duradoura.”

Jesus tem essa capacidade de conhecer realmente as nossas necessidades e consegue saber tudo que a gente pensa. Podemos não ter essa capacidade dele, mas ao entender que para sermos atendidos devemos pensar também no outro, a nossa mentalidade fixa começa a se transformar em uma mentalidade de crescimento.


Para que alguém possa fazer o que você quer e que atenda suas necessidades é necessário entender que o mundo não gira em torno de nós e que não merecemos mais as coisas do que os outros. Quando nos desvestimos do egoísmo, do orgulho e vaidade, começamos a limpar o nosso coração para começar a perceber os nossos sentimentos.


Exemplo: por que você tem a necessidade de ser escutado? Por que é importante que seu companheiro escute o que você tem a dizer?


Quando você fala: “Não aguento mais chegar em casa e ver a toalha de banho sempre no chão do nosso quarto, você não aprende!”. Acredita que com essa fala você será atendido/a? É isso realmente o que você quer falar? Qual a necessidade que há por trás disso? Você precisa de ordem na casa? De cooperação?


O QUE SÃO NECESSIDADES?


As necessidades são universais e cada ser humano tem preferências específicas, aquelas íntimas de cada ser, da personalidade, do momento.


Dentre as necessidades que todos temos, existem as biológicas como, por exemplo, comer para nos nutrir e poder continuar vivendo; precisamos fazer atividades físicas para melhorar a qualidade de vida; descansar; precisamos nos manter hidratados, beber água, satisfazer as necessidades sexuais, ter abrigo, contato físico (abraço, aperto de mãos). Essas são necessidades que todo ser humano tem e muitas vezes é possível atendê-las sem muitos rodeios.


Também temos as necessidades da autorrealização pessoal e profissional, da diversão, lazer e aquelas que estão mais no fundo, no nosso interior e que se desvendam por meio dos nossos sentimentos.


Queremos ser amados, entendidos, saber que estamos contribuindo com coisas significativas, certo? Há necessidades que você mesmo pode atender. Está com fome? Então você se alimenta. Mas, e aquelas em que você precisa do outro, o querer ser atendido, consegue compreender? É ali que entra a CNV e os passos dela, os 4 componentes.


Quando a gente se torna pai, por exemplo, sabemos que o bebê precisa ser alimentado. Precisamos dar banho, trocar a fralda, cuidar desse ser que está aprendendo a viver e depende de nós.


A necessidade de alimento e cuidado é básica, a gente sabe, e a medida que passam os anos a gente aprende a ir percebendo as demais necessidades.


Com as demais pessoas se a gente se permitir conhecer e escutar, podemos começar a tentar enxergar também suas necessidades.


Voltamos ao exemplo anterior:


“Não aguento mais chegar em casa e ver a toalha de banho sempre no chão do nosso quarto, você não aprende!”

Nessa frase que é bem comum, é possível perceber a observação avaliada (clique para ver o artigo 2), você chegou em casa, entrou no quarto e viu a toalha no chão, rapidamente julgou o ato que talvez seja repetitivo e não se preocupou e entender o porquê de a toalha estar no chão. O que aconteceu para que a pessoa, mais uma vez ou nesse dia, deixasse o item no chão?


“Não aguento mais!”

O que você não aguenta? A toalha no chão? A bagunça? O relacionamento? A falta de consideração da pessoa? É difícil entender o que você está sentindo com essa fala, podem ser inúmeras coisas, então a pessoa não irá entender seu sentimento quando você for falar com ela ou confrontá-la.


E qual a sua necessidade ao ir até a pessoa e reclamar do ato feito? Você quer que recolha a toalha? Que não bagunce? Há outras coisas que te incomodam?


Consegue perceber que numa fala automática se escondem inúmeras coisas a respeito de você que o outro desconhece?


APRENDENDO JUNTOS


Vamos reformular essa frase anterior e mostrar o nosso sentimento, criar uma conexão? BORA LÁ!

“Não aguento mais chegar em casa e ver a toalha de banho sempre no chão do nosso quarto, você não aprende!”.

Vamos modificar essa frase:


“Quando chego em casa, cansada após o trabalho, e percebo a toalha no chão do banheiro, fico irritada porque pedi para você estendê-la no varal após usá-la. Sinto como se você não me escutasse quando falo e gostaria que ela não estivesse no chão do banheiro”.

Conseguiu entender?


Você comunicou sem julgar. Expressou seu sentimento: irritação. Falou sobre a sua necessidade de querer ser escutada e que a toalha fique pendurada no lugar combinado.


A medida que você entende a necessidade de utilizar todas as palavras do seu vocabulário com sinceridade compreende que não há necessidade de ser “curto e grosso” para falar com alguém, principalmente se você está irritado.


Vamos a mais um exemplo:


“Você não está nem aí para mim!”

Já escutou essa frase ou já falou ela para alguém, certo? Creio que sim.


Vamos transformá-la? BORA LÁ.


“Há momentos em que quando estamos juntos e quero te contar sobre como foi o meu dia. Fico desapontada e triste porque percebo que você se distrai. Gostaria que olhasse nos meus olhos para eu também poder enxergar você e saber se está tudo bem”.

Temos tanto a falar por trás de palavras já construídas que esquecemos de falar com o coração, de mostrar a nossa necessidade por trás do nosso sentimento.


Mais uma vez, reforço a importância de sermos verdadeiros e criar conexões. Somente assim, “falas com paredes” deixarão de fazer parte de nossas vidas.


Importante também destacar que existem pseudo-sentimentos que podem ser confundidos com o sentimento real da pessoa, mas na verdade eles são entendidos por quem ouve como julgamentos. Dentre eles temos:


Abandonado, abusado, atacado, traído, intimidado, diminuído, manipulado, rejeitado, pressionado, provocado, não apreciado, não visto e usado.


Todas essas palavras não representam seu sentimento e quando ditas podem causar desconforto para quem as ouve e assim limitar a comunicação, interferindo na capacidade de se criar uma conexão.


Observe sem avaliar, enxergue o cenário, a outra pessoa, observe tudo ao seu redor. Seja sincero consigo mesmo, entenda o seu sentimento, se expresse. Se permita viver a intensidade na sua totalidade, não se reprima e externe a sua necessidade. Se conheça primeiro para poder conhecer os outros e assim também, tentar perceber as necessidades deles por trás de cada sentimento.


Quando percebemos raiva em alguém, temos que compreender que há um motivo por trás. Algo aconteceu com essa pessoa que ativou esse sentimento e o levou a fazer determinadas ações.


Quando uma mãe chora com o nascimento do filho, por trás dessa emoção há sentimentos de alegria, medo e gratidão, por exemplo. Também existe a necessidade de ser acolhida e entendida porque está passando por muitas emoções que terá de entender no decorrer dos dias.


As notícias que vemos diariamente, a carga de estresse que percebemos hoje em dia nas pessoas, os casos de famílias desestruturadas são exemplos reais da falta de comunicação nas pessoas, da falta de empatia e conexão com o outro. De quão prejudicial pode ser guardar para si, reprimir os sentimentos, pois uma pessoa que não se sente atendida, vai pela vida se culpando e culpando os outros.


Esse não é seu caso, porque você está aqui, lendo mais um artigo da série e com o pensamento na mudança, na melhora. Você deixou a porta aberta para que a linguagem do amor entre no seu coração e isso me deixa feliz!


Você clicar no link, ler o artigo e aprender com ele faz com que eu me sinta animada em estar contribuindo com coisas positivas para sua vida e encorajada a continuar criando conteúdos valiosos para você.


AGUARDO VOCÊ NO PRÓXIMO ARTIGO!


No artigo seguinte finalmente você irá fazer seu PEDIDO. O último componente da CNV é o pedido e ele se torna possível porque você seguiu todos os outros componentes, criou uma conexão para finalmente fazer seu PEDIDO!


Coisa boa é pedir quando se entendeu o cenário, se mostrou o sentimento por trás da necessidade para finalmente pedir através da linguagem do amor.


Espero você no próximo artigo!


Se você ainda não segue a gente nas redes sociais, o momento é AGORA porque estamos preparando uma série de conteúdos muito bacanas e significativos para você e também para nós!


A busca pelo CONHECIMENTO começa pero QUERER.


SEMPRE RUMO AO TESOURO DE BRESA E COM MUITO HARBATOL!

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