Como fazer PEDIDOS conectados para aumentar as chances de ATENDER às nossas necessidades | CNV (5)

Atualizado: Ago 29

Uma comunicação conectada estreita os laços e cria espaço para que as necessidades de todos sejam atendidas de bom grado.

Sabe quando você liga para o seu restaurante predileto, pede seu prato favorito e ele chega até você do jeitinho que pediu? Essa sensação é maravilhosa, certo?


Agora imagine se funcionasse assim com todas as pessoas, se você não tivesse que repetir seu pedido “mil vezes”, mas sim uma única vez.


Para entender melhor o último componente da CNV é necessário compreender os outros três que vêm antes dele. Para conhecer melhor o primeiro componente clique aqui e aproveite o conteúdo! 😁


PEDIDO


O quarto e último componente da Comunicação Não-Violenta é o PEDIDO.


Quando passamos pelas etapas anteriores, depois que mostramos o nosso sentimento e revelamos a nossa necessidade é momento de fazer o PEDIDO para então ser ATENDIDO!


Um pedido não deve se transformar numa ordem, porque ninguém gosta de receber ordens, mesmo num ambiente de trabalho.


Ao se respeitar a hierarquia, por exemplo, se cria uma conexão entre o empregado e o empregador, e mesmo este sabendo que tem que cumprir com determinada labor, um bom chefe sabe se comunicar, fazer o pedido de forma conectada para não criar ambientes hostis.


ENTENDENDO O PEDIDO


É preciso compreender que há casos em que você fala "A" e a outra pessoa ou grupo entende "B". Isso pode acontecer quando não se aplicam os outros componentes e a pessoa quer ir direto ao pedido.


Quando o que vem primeiro é uma exigência, quem a recebe já se coloca na defensiva e a comunicação não flui, dessa forma, seu pedido dificilmente será atendido.


O criador da CNV, Marshall Rosenberg, explica que quando alguém diz NÃO a você, ao seu pedido, na verdade ele está dizendo SIM para alguma necessidade dele.


Por isso a importância de se preocupar em perceber as necessidades dos outros que são externadas por meio do sentimento.


“Para praticar o processo de resolução de conflitos, devemos abandonar completamente o objetivo de levar as pessoas a fazerem aquilo que nós queremos.”. (Marshall Rosenberg).

A Comunicação Não-Violenta não é uma ferramenta de manipulação e o pedido não é você se tornar uma pessoa autoritária onde as pessoas têm o dever de lhe atender.


Quando compreendemos que a CNV é a linguagem do amor, percebemos que a doação é mútua. Você é escutado e escuta. É atendido e atende. Os benefícios são para ambas as partes.


Quando o egoísmo está no meio e os preconceitos te mantém cego, seu pedido não será atendido ou se ele for, não haverá nenhuma conexão e o relacionamento se desgasta.


ENTENDA O SEU PEDIDO


Assim como a observação deve vir sem uma avaliação e sem um julgamento, e o sentimento deve ser expresso para que as necessidades sejam atendidas, o pedido deve vir ao cumprir todos os componentes anteriores.


Exemplo: “Quero que você faça isso agora!”; “A louça se lava sozinha? Pedi para você lavar!”; “Quero que vá ao mercado e não esqueça de novo as coisas!”.


Todos esses pedidos são válidos, mas eles não possuem muita conexão. Se você, caro leitor, está lendo primeiramente este artigo sem ter lido os outros que fiz para a série, não deve estar achando nada demais nessas frases, certo? Por isso recomendo clicar aqui e ir até o primeiro artigo.


Um pedido é um querer, uma necessidade que se esconde por trás do seu sentimento. Cada pessoa tem um querer e o seu querer é diferente do querer do outro. Por isso que quando se chega à parte do pedido é como se você tivesse feito todo um trabalho de mapeamento antes, se importando com o outro e tivesse feito o esforço de criar uma conexão.


Um pedido não pode vir de uma fala exaltada que diminua o outro, ele não pode ser arrogante ou ter um tom autoritário. Quando você é verdadeiro e escuta seu sentimento, tem empatia e se preocupa com o outro, o pedido vem de forma calma. Não é uma flecha afiada e sim uma pétala que toca o coração do outro.


Pode parecer que se você seguir a CNV se tornará uma pessoa fraca, muito sentimental, sem autoridade ou tola. Nada disso. Marshall Rosenberg conseguiu resolver inúmeros conflitos, ser mediador e difundir a paz, usando a vulnerabilidade como força, sempre sentindo segurança e passando-a aos ouvintes.


Em vários casos ele evitou que famílias continuassem se ferindo e mediou diálogos entre tribos que sequer podiam estar juntas num mesmo local.



MEDO NÃO É AUTORIDADE!


Para alguém te respeitar, ele não precisa ter medo de você. Quem tem medo de ti pode, talvez, atender seu pedido, mas está sujeito a cravar uma faca nas suas costas, metaforicamente falando. É alguém que não te vê com respeito. A compaixão se perde e não há empatia de ambas as partes.


"A paz não pode ser construída sobre os fundamentos do medo.". (Marshall Rosenberg).

Quando alguém respeita você e acredita na sua capacidade, em qualquer lugar que ela estiver te tratará do mesmo jeito, com respeito. Lembrem-se que o mundo dá voltas e se hoje a sua atitude é de um ditador frente as pessoas que estão num escalão abaixo de você, falando no quesito profissional, hierarquia, amanhã pode ser ao contrário, e você estará a colher os frutos que plantou.


A vida é um belo campo em que semeamos e colhemos. Para que as pessoas possam atender seu pedido é preciso semear amor e ser verdadeiro.


Então, se seu filho, por exemplo, tem medo de você ou de algum tipo de punição que você pode aplicar, não significa que ele te respeita e que faz tudo que lhe é pedido com amor e carinho.


Uma relação construída numa base instável com o tempo desaba. E esse tempo pode vir na idade adulta em que ele percebe que já não precisa obedecer a você e há uma quebra na relação.


Se isso acontecer, talvez quando você precisar dele já não será atendido. Hoje, a CNV pode ajudar você a criar uma base sólida de relacionamento. E se a base já estiver desestabilizada ou “por um fio”, é possível também recuperá-la com a linguagem do amor.


“Para praticar a Comunicação Não-Violenta é fundamental que eu seja capaz de desacelerar, de ter tempo para respirar, para passar de uma energia que eu escolhi, a outra que eu acredito ser de onde nós devíamos vir, e não aquela para a qual eu estava programado. Eu começo o dia com uma lembrança sobre onde eu quero estar.”. (Marshall Rosenberg).

EXEMPLOS


“Quero que você faça isso agora!”; “A louça se lava sozinha? Pedi para você lavar”; “Quero que vá ao mercado e não esqueça de novo as coisas!”.


Vamos usar essas frases do exemplo anterior e trabalhar com elas.


“Quero que você faça isso agora”


Quero... o seu querer pode não ser importante para o outro e, às vezes, quando usamos a palavra AGORA você se torna autoritário e o pedido passa a soar como uma ordem. Com essa frase dá a entender que você quer as coisas no seu tempo sem respeitar o tempo do outro. Não há empatia nem conexão. Além disso ela não expressa seu sentimento.


Vamos transformá-la? Bora lá!


Imagine que você está falando isso para seu filho porque ele não quer fazer a atividade da escola.


“Ficaria bem feliz se você fizesse a atividade da escola antes do jantar, porque amanhã cedo você tem aula e se a gente se atrasar eu vou ficar chateada.”

Você não perdeu a sua autoridade, fez uma solicitação explicando o motivo do pedido e mostrou seu sentimento.


Agora, imagine a situação com seu companheiro em “A louça se lava sozinha? Pedi para você lavar.”:


“Gostaria que você lavasse a louça hoje após eu fazer a janta, se estiver tudo bem para você. Hoje foi um dia cansativo e estou exausta”.

Explicar como você se sente sendo cordial e empático facilita com que o outro entenda seu pedido e se solidarize com você.


“Quero que vá ao mercado e não esqueça de novo as coisas!”.


Neste exemplo imagine a conversa com seu filho que às vezes parece não escutar seu pedido.


Vamos transformar!


“Filho, quando te peço para ir ao mercado comprar determinados itens e você esquece de algum deles, me sinto desapontada porque quando falo com você percebo que está com fone de ouvido e parece não ouvir com clareza o que estou falando. Gostaria que a partir de hoje você tirasse o fone de ouvido quando eu falar com você e anotasse os itens que digo para assim não esquecer nada da lista, isso me deixaria feliz e confiante.”.

RECAPITULANDO!


A linguagem do amor quando usada seguindo os quatro componentes (Observação, Sentimento, Necessidade e Pedido), causa grandes transformações POSITIVAS no indivíduo e em tudo que está ao seu redor!


AGUARDO VOCÊ NO PRÓXIMO ARTIGO!


Só falta mais um artigo para finalizar esta jornada de aprendizagem e autoconhecimento na busca de saber como nos comunicar melhor com o outro.


Ao entender que não estamos sozinhos no mundo e que de certa forma todos estamos conectados, fica mais fácil se abrir e aderir à Linguagem Girafa.


Além disso, no final da série de artigos, como já falei anteriormente, tem uma APOSTILA feita especialmente para você e que irei disponibilizar de forma gratuita!


A apostila foi feita pela equipe do PatrulhaEUREKA.org. É prática, didática e você poderá entender um pouco mais sobre o universo da CNV e aderir à essa linguagem!


Não deixe de conferir nossos materiais gratuitos como o ebook sobre 7 princípios de liderança que todo pai deve ensinar ao seu filho.


Não existe conhecimento caro, o que existe é o preço alto que você paga ao deixar de buscar conhecimento!

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